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SINCAL denuncia irregularidades no preço do café

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

AUDIÊNCIA PÚBLICA "CENÁRIOS DA POLÍTICA BRASILEIRA PARA O CAFÉ"


A SINCAL – Associação dos Cafeicultores do Brasil, através de seu presidente Sr. Armando Mattiello, participará da Audiência Publica “Cenário da Política publica Brasileira para o Café”, que acontecerá em Brasília no dia 24 de Agosto de 2017, onde estará expondo sua retorica sobre a caótica situação do setor. Onde o preço mínimo não corresponde, sequer, a 80% do custo de produção.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cocatrel incorpora a M Coffees e amplia Departamento de Exportação e Cafés Especiais




Há alguns anos a Cocatrel vem incentivando seus cooperados a produzirem com qualidade, com foco nos cafés especiais. Além disso, passou a prospectar compradores e negociar os cafés de seus cooperados para o exterior, dando início às exportações.

Com o mercado de café cada vez mais exigente, é importante ter as ferramentas certas e pessoas chaves para alcançar o sucesso. Pensando nisso, a Cocatrel não poupou esforços para reforçar seu time de colaboradores, incorporando a MCoffees.com, uma empresa já consolidada e com experiência no mercado de cafés especiais e exportação.

Gabriel Miari, que é trader, explica que “a MCoffees.com é uma empresa especializada em conectar os produtores a torrefadores e importadores de cafés, principalmente especiais, no mundo inteiro. Temos uma ampla rede de contatos em 39 países. Há um ano e meio trabalhamos na prospecção e desenvolvimento dessa cartela e desses relacionamentos, que agora passam a ser da Cocatrel, que absorveu todo o know-how da MCoffees.com, para beneficiar o produtor e conseguir uma remuneração melhor na venda de seus cafés para o mundo”.

A partir dessa ousada e importante aquisição, a Cocatrel visa conectar o produtor ao comprador que, com a chamada “terceira onda do café”, está cada vez mais interessado na origem dos cafés e em conhecer a história de quem ele está comprando.


O novo departamento da Cocatrel vai trabalhar com exportações (cafés finos comerciais e especiais) e está localizado junto à cafeteria, em Três Pontas. “Daremos foco aos produtores que estejam fazendo um trabalho diferenciado com seus cafés, buscando qualidade”, afirma Gabriel.

A Cocatrel, agora dona da marca MCoffees.com, continuará utilizando a mesma para aproveitar da expertise e do nome já consistente no mercado, visando a valorização do produtor e da cooperativa, que se fortalece, ainda mais, no Brasil e no mundo.

Segundo Manoel Rabelo Piedade, superintendente comercial da Cocatrel, a diferenciação impulsionada pela exigência de Cafés Especiais do mercado externo agrega valores e traz oportunidades de negócios. “É pensando nisso, que a Cocatrel está desenvolvendo este novo sistema de comercialização de cafés especiais. Contamos hoje com uma equipe de profissionais especializados que passarão a ir de encontro aos produtores, em suas propriedades, os auxiliando na condução e manejo dos especiais. Há uma enorme variedade de cafés diferenciados em nossa região e possuímos ótimo clima, tipo de solo e altitude para produzir estes cafés. A Cocatrel já vem selecionando cafés com alta pontuação e procurando exportar diretamente para consumidores finais, agregando, assim, preços mais justos para os cooperados. Se você tem cafés diferenciados, procure nosso departamento, anexo à Cafeteria, ao lado da Loja Matriz”, destaca.

Para mais informações, os novos colaboradores Gabriel, Hugo e Iandra estarão à disposição dos cooperados no Laboratório de Cafés Especiais da Cocatrel, localizado atrás da Cafeteria.


Fonte: Asscom Cocatrel

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

11º Encontro Nacional do Café 2017

      

O presidente da SINCAL Sr. Armando Mattiello participou do 11º Encontro Nacional do Café 2017 realizado na Fazenda Vidigal – Barra do Choça – BA, no período de 30 de Julho a 01 de Agosto onde ministrou palestra sobre "A Situação atual das políticas cafeeiras". 


O evento foi um sucesso e contou com um grande número de participantes entre cafeicultores, empresários, vários palestrantes e autoridades no seguimento café.

A SINCAL parabeniza os organizadores Sr. Gianno Brito e Sra. Valéria Vidigal que não mediram esforços na realização deste evento.

Foram ministradas inúmeras palestras conforme abaixo:






terça-feira, 1 de agosto de 2017

Governo edita MP para renegociação de dívidas no âmbito do Funrural

 Anistia a dívidas com o Funrural pode ser votada pelo Plenário na próxima semana



Governo editou nesta terça-feira medida provisória (MP) com o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), em mais uma iniciativa que permitirá a renegociação de débitos junto à Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional com concessão de alívio aos contribuintes.

Segundo a MP, poderão ser renegociadas as contribuições no âmbito do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), devidas por produtores rurais pessoas físicas e adquirentes de produção rural e vencidas até 30 de abril de 2017. O parcelamento será em até 180 vezes, com descontos de 25 por cento das multas e de 100 por cento dos juros.

A adesão deverá ocorrer até 29 de setembro.

O pagamento será de, no mínimo, 4 por cento do valor da dívida consolidada, em até quatro parcelas iguais e sucessivas, vencíveis entre setembro e dezembro deste ano, numa janela de tempo que deverá ajudar o governo a garantir recursos extras para o caixa da União neste ano.

A dívida restante poderá ser parcelada em até 176 prestações mensais sucessivas, vencíveis a partir de janeiro de 2018, “equivalentes a oito décimos por cento da média mensal da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção rural do ano civil imediatamente anterior ao do vencimento da parcela”.

Os descontos concedidos pelo programa valerão apenas a partir do ano que vem, não entrando na sistemática de pagamento das quatro parcelas iniciais.

A definição sobre o programa veio após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir recentemente pela constitucionalidade do Funrural. Essa era uma das preocupações do setor agropecuário, especialmente de agricultores que se prepararam para a próxima safra.

Além disso, a alíquota base do Funrural foi definida em 1,2 por cento da receita bruta proveniente da comercialização da produção, frente 2 por cento antes. Somando-se as contribuições adicionais, a alíquota cheia do Funrural, que valerá a partir de janeiro de 2018, caíra de 2,3 por cento para 1,5 por cento, em linha com o que vinha sendo discutido.

Fonte: Reuters (Por Marcela Ayres)

​Via: ​CCCMG

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Confira reportagem sobre a Broca do Café onde é citado artigo da SINCAL.

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ALERTA - Broca pode ser uma praga perigosa.


Nem mesmo os cafeicultores mais experientes haviam presenciado a incidência de broca, uma praga no café, no armazéns. Um vídeo que circulou pelas redes e mostrou a infestação do inseto num local onde tinham sacas armazenadas.

Nossa equipe procurou especialista que afirmaram que o momento é de muita preocupação.

Fonte: TV Alterosa - Café com TV

sábado, 15 de julho de 2017

Alerta - Broca do Café

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Senhores Agrônomos, técnicos, Cafeicultores, Comerciantes e a todos do segmento do Agronegócio, o problema da Broca do Café (Hypothenemus hampei) tornou-se seríssimo. Teremos que conviver c a broca que atingiu níveis alarmantes e com ampla possibilidade se tornar explosivo. Trata se de um inseto minúsculo do tamanho de uma pulga com 1,2 mm de comprimento e, com um ciclo de 21 dias. Inicia se o ataque nos frutos em estádio de formação e dando continuidade, inclusive, no armazenamento. Aqui cabe uma atenção especial ao café estocado. Com esse ciclo curtíssimo poderemos ter até 7 a 8 gerações numa única safra sem considerar as brocas remanescentes dos frutos da colheita anterior. Somando se as gerações multiplicadas nos frutos sobrados no solo e na planta da colheita passada teremos o dobro, no mínimo, de multiplicações exponenciais porque há possibilidades de até 20 brocas por fruto. Essa praga além de derrubar os frutos no solo provoca até 20% de queda no peso. As galerias provocadas internamente nos frutos são verdadeiras portas para a entrada de fungos maléficos a bebida como: fusarium, aspergillus entre outros.

Essa situação da elevação a níveis comprometedores decorreu se ao fato de nossas lideranças e do próprio MAPA desconhecerem os riscos que colocaram a cafeicultura brasileira. Lamentavelmente, tomaram uma medida incabível e irresponsável proibindo o Endossulfan sem um substituto à altura. Com essa medida impensada e descabida provocou se um vácuo sanitário e a praga explodiu nesses 4 últimos anos. Agora, estão surgindo outros produtos para o controle da broca mas, os cafeicultores acostumados com baixa incidência e ao uso do Endossulfan terão que ser reeducados para aprenderem a conviver com essa situação alarmante. Teremos que retomar urgentemente as práticas culturais na tentativa de eliminar frutos no solo e nas plantas. Além disso, os cafeicultores deverão estar cientes que não surgirão produtos milagrosos. Conhecemos o comportamento dos cafeicultores que são extremamente tradicionalista e hão de sentir o que é realmente a broca. Terão que conscientizar das práticas culturais e acostumarem aos novos defensivos que serão mais caros e, terão que ser misturados com óleos minerais ou vegetais para melhorar a eficácia dos produtos.

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Estou convicto que teremos sérios problemas num futuro a curto e a médio prazo com essa praga. A broca originou se de Uganda e chegou ao Brasil na primeira/segunda década do século passado e em poucos anos expandiu por todo parque cafeeiro. Na época lançou se até a criação laboratorial da Vespa de Uganda para povoar nossos cafezais na tentativa do controle biológico. A Vespa de Uganda não encontrou as mesmas condições ambientais no Brasil e o projeto naufragou se. Penso que teremos que fazer uma ampla campanha aos cafeicultores sobre a real situação e mostrar a necessidade dos repasses pós colheita. Somado a isso terão que aprender a trabalhar e pagar caro pelas novas moléculas e, precisam estar cientes que a broca tornou se um sério problema. Sugerimos ainda que seja destinado, no mínimo, 20% das verbas do FUNCAFÉ para socorrer, de imediato, o ataque explosivo e subsidiando os cafeicultores para o repasse que custa muito caro e, financiar com juros módicos por três a quatro anos seguidos os produtos fitossanitários com prazos dilatados para o pagamento desses recursos a serem liberados.

Ainda, deveremos formular produtos à base de Beauveria bassiana, que é um fungo natural, para aplicações nas áreas com altas infestações. O retorno do Endossulfan também será uma medida interessante mas, os cafeicultores terão que enquadrar as aplicações dentro do que expomos. Quando da época da ventilação da proibição do Endossulfan enviando e mail e outras comunicações ao CNC, ao MAPA e outros mas, foram mocos, como costumeiramente esses coronéis se comportam. Essa explosão da broca é de total responsabilidade do MAPA e CNC. Aos mocos que não respeitam os cafeicultores precisarão passar a nos respeitar ou precisarão ser substituídos por profissionais empáticos e capacitados p recuperarmos o setor produtivo.

Armando Mattiello
Presidente da SINCAL
Associação dos Cafeicultores do Brasil

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Participação da SINCAL no Fórum Mundial de Produtores de Café.



Prezados Cafeicultores, encerrou-se o Fórum Mundial de Café na Colômbia e nós da SINCAL, temos os seguintes comentários.

É geral a opinião de diversos países com relação aos preços praticados atualmente, que não estão correspondendo à necessidade da cafeicultura mundial. Todos os países se manifestaram contra essa situação dos preços baixos. Os custos subiram muito mais do que o preço do café, a desproporcionalidade tornou praticamente insustentável a produção de café. E isso trará reflexos em relação à cadeia como um todo.

Também ficou muito claro de que precisa analisar junto com os compradores, com as torrefações, os grandes oligopólios internacionais, um estudo para mostrar que existe uma grande disparidade entre o preço pago ao consumidor, ao produtor e ao cafeicultor, e também aquilo que se angaria em termos de rentabilidade a esses oligopólios.

Também tivemos a oportunidade de conversar com muitos representantes de diversos países e cafeicultores das diversas regiões produtoras de café pelo mundo, e eles demonstraram que o Brasil tem praticado uma política errônea, uma política provocando dumping. Como um país tão importante na produção mundial, praticamente 1/3 da produção cafeeira, tem trazido consequências desagradáveis a outros países em termos de preço? O que ficou muito claro, é que o Brasil não é bem visto como produtor e como protagonista neste mercado.

Foi positiva, de modo geral a nossa participação, colocamos os pontos básicos que o Brasil tem praticado, e que não está a contento para os produtores brasileiros, frisamos que essa sistemática do Brasil tem provocado dumping, e isso tem sido negativo para o mercado mundial. Talvez tenha parecido uma situação um tanto antipatriótica, mas não vemos por esse lado, porque temos que pensar nas futuras gerações e pensar também nos outros cafeicultores de outros países, que são, inclusive, mais pobres que o Brasil.

Que a nossa política tem sido traçada de uma maneira incorreta e que também não se faz necessário a interferência do setor governamental na cafeicultura.

Que as políticas do setor governamental com relação à cafeicultura têm trazido sérias consequências nessa política de dumping. Colocamos de que a fixação de um preço mínimo de R$ 333,03 não cobre o custo em hipótese alguma e que o Brasil não tem cumprido as leis, como o Estatuto da Terra (Lei 4.504), nos seus artigos 73 e 85, onde deveria levar em consideração o custo real que nós temos como base da UFLA/CNA na faixa de R$ 485,00 para o arábica e R$ 332,00 para o robusta. Colocamos estes pontos, e que o governo não tem respeitado esta política e tem feito intervenções totalmente ao contrário e que para nossa opinião a intervenção governamental tem sido extremamente negativa.

Tivemos a oportunidade, também, de acertarmos com alguns países uma troca de intercâmbio para que possamos estar alinhados e colocando as dificuldades que nós temos e os outros países também colocar estas dificuldades conosco.




Armando Mattiello com Dr. José Dauster Setti presidente da OIC

Num contexto geral, o Fórum foi positivo, e as medidas que serão tomadas são medidas que trarão benefícios ao setor produtivo. O custo da mão de obra é extremamente impactante na produção de café, e isso ficou generalizado a nível mundial. Porque nós sabemos com a evolução da economia mundial e a evolução da tecnologia, a mão de obra cafeeira sempre é uma mão de obra talvez mais secundária em termos de tecnologia, e com a evolução mundial isso tem trazido uma escassez de mão de obra e o preço tem aumentado muito, e também os insumos.

Assim num resumo geral, podemos dizer que serão tomadas medidas emergenciais, no sentido de melhorar o preço de café a nível internacional. Logicamente que não podemos ter preços assim tão elevados, mas também não podemos ter preços aviltados tem ocorrido, estão vendendo café a preço vil, trazendo sérias consequências aos cafeicultores e aos trabalhadores rurais. Trata-se de uma cultura extremamente social e que muitos países encaram isso de uma maneira muito enfáticas e percebemos que nas diversas manifestações dos países da américa central, mesmo aqui da Colômbia, dos países africanos, colocaram esse posicionamento, mesmo os países asiáticos, e que pretendem que seja feita uma política coerente.

Ficamos impressionados também com toda organização do fórum, muito bem organizado, e percebemos o tanto que os colombianos são arraigados na política cafeeira, estão muito bem organizados e nós estamos muito aquém desta organização, incrível como os colombianos tratam o assunto do café, também os países da américa central. Portanto, serviu como base para que possamos fazer mais marketing com o café brasileiro, nós precisamos urgentemente colocar o café brasileiro no ranking de um café bem marketeado a nível internacional. Há muito tempo que o Brasil não faz esse marketing.

Portanto, nós estamos saindo deste fórum com um aspecto positivo, porque percebemos o descontentamento e que deverão ser tomadas medidas para essas situações caóticas que tem enfrentado a cafeicultura mundial e principalmente a cafeicultura brasileira. A representação do Brasil, ao meu ver, ficou muito a desejar, principalmente por parte do Poder Executivo mostrando não só o aspecto econômico, mas também o aspecto social. O Brasil não se preocupa tanto com o aspecto social. Sabemos que temos outros negócios dentro do agronegócio que são mais representativos, mas não podemos esquecer da importância social da cultura do café.

Então é isso que eu gostaria de colocar. E deixo como uma mensagem, que foi extremamente positiva a nossa participação e nós colocamos pontos evidenciando essas nossas situações no Brasil.

Armando Mattiello
Presidente da SINCAL

Associação dos Cafeicultores do Brasil